Curso de Graduação em Cinema
  • Disciplinas Optativas 2019/2

    Publicado em 09/07/2019 às 12:53

    As disciplinas optativas ofertadas pelo Departamento de Artes nesse semestre serão:

    Cinema

    • Crítica Cinematográfica – ART5004 – 5ª 18h30 – profa. Clélia Mello
    • Direção de Arte – ART5005 – 6ª 14h20 – prof. Luiz Fernando Pereira
    • Trilha Sonora – ART5009 – 5ª 08h20 – prof. Luiz Felipe Soares
    • Cinema e Literatura – ART5016 – 6ª 08h20 – prof. Henrique Finco
    • Análise dos Meios Audiovisuais – ART5019 – 4ª 14h20 – prof. Josias Hack
    • Práticas de Documentário – ART5021 – 6ª 14h20 – profa. Aglair Bernardo
    • Tópicos Especiais de Cinema IV – Arte e Consciência Gestáltica – ART 5030 – 2ª 14h20 – prof. Josias Hack

    O intuito da disciplina é vivenciar alguns conceitos relacionados à Gestalt-Terapia tendo como ferramenta as manifestações artísticas. Se você tiver interesse, faça a sua matrícula logo que abrirem as inscrições online, pois são apenas 20 vagas. Os conteúdos programáticos serão abordados a partir de atividades experienciais, em sala de aula, que tratarão de questões existenciais como: • O que meu pai ou minha mãe ou meus irmãos ou meus avós ou meus cuidadores esperam de mim? • O que a escola ou a universidade esperam de mim? • O que a igreja ou os espíritos ou os gurus ou o ateísmo esperam de mim? • O que minha parceira amorosa ou meu parceiro amoroso ou meus parceiros amorosos esperam de mim? • O que o mundo do trabalho espera de mim? • O que minha criança interior espera de mim? • O que a vida adulta espera de mim? • O que a Arte espera de mim? • O que eu espero de mim? • Quem sou eu?

    • Tópicos Especiais de Cinema V – Cinema Negro – ART5031 – 3ª 18h30 – profa. Aglair Bernardo

    Partindo da perspectiva de uma afro cultura cinematográfica brasileira em um cenário cuja produção negra no cinema atual se encontra em ascensão e buscando romper com a lógica de um cinema reprodutor dos problemas raciais, traçaremos uma historiografia do cinema negro brasileiro objetivando debater a produção, distribuição e reflexão de um cinema afrocentrado, focado nas emergências identitárias da atualidade.

    • Tópicos Especiais de Cinema VI – Políticas Culturais – ART5032 – 4ª 08h20 – prof. Alfredo Manevy

    A disciplina oferece uma introdução a política cultural, abrangendo a história do seu desenvolvimento no Brasil até nossos dias. O curso expõe a variação do papel do Estado no desenvolvimento cultural e artístico das nações, as variantes na relação Estado e cultura,  as inovações institucionais e de legislação, bem como os mecanismos de financiamento e regulação. O curso é abrangente para todo o universo de políticas culturais, mas com especial ênfase a política para o cinema e audiovisual, o que se reflete nas aulas finais do curso.

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      Artes Cênicas

      • Identidades e Diversidade – ANT7068 – 2ª 14h20 – profa. Vania Zikan Cardoso
      • Direção de Arte para Cinema de Ficção – ART6001 – 6ª 14h20 – prof. Luiz Fernando Pereira
      • Adaptação, Citação e Tradução: Cinema, Teatro e Literatura – ART6007 – 6ª 18h30 – profa. Dirce Waltrick do Amarante
      • Clown – ART6013 – 6ª 18h30 – profa. Priscila Genara Padilha

       

      A grade de horários pode ser consultada neste link: http://cagr.sistemas.ufsc.br/modules/comunidade/cadastroTurmas/index.xhtml


    • Defesas de TCC 2019.1

      Publicado em 05/07/2019 às 11:16

      Tabela organizada por data.

      Aluna(o) Orientador(a) Título Data/hora Local
      Bernardo Froener Castello      Rodrigo Garcez  Edição de som do filme “Um Ano Sem Morada” 06/junho

      15h

      Cinema do CIC
      Vera Lucia Freitas Silva Alfredo Manevy Documentário Paramazônicas 01/julho

      17h

      Sala de Projeção, bloco D do CCE
      Bruno Kohler
      Alfredo Manevy Estudos de audiência no mercado audiovisual 03/julho

      15h

      Sala LEC, bloco D do CCE
      Nathan Luiz Luchina Fernandes De Jesus Rodrigo Garcez Projeto de curta-metragem “O Sétimo Círculo” 05/julho

      18h30

      Sala de Criação Fílmica bloco D do CCE
      Cleo Machado Rosa Aglair Bernardo Instalação “Abêcê” 05/julho

      19h

      Sala 403 do bloco redondo do CCE
      Amanda Rauber Rita Pati Iuva A Representação das Mulheres no Cinema de Horror 08/julho

      17h

      Sala LEC, bloco D do CCE
      Flávia Muller Zanella Pati Iuva  Construindo “Helena”: A Proposta de Criação e Concepção de um Curta-metragem 11/julho

      17h

      Sala LEC, bloco D do CCE
      Eduardo Ceron Lollato Antonio
      Luiz Felipe Soares Exposição “Sangue” 12/julho

      15h

      Coletivo Nacasa Rua José Francisco Dias Areias, 359, Trindade
      Beatriz Cristina Silva Aglair Bernardo Curta-documentário Raízes 15/julho

      16h30

      Sala LEC, bloco D do CCE

    • Cineclube Sessão de Arte, à tarde na UFSC III

      Publicado em 17/06/2019 às 15:25

      Nessa edição o Projeto Cineclube Sessão de Arte, À Tarde na UFSC III apresenta filmes do diretor Federico Fellini que trabalha com uma temática Clownesca que permeia seus
      filmes levando-o a chamá-los de “Circo-Cinema”.
      O próximo filme a ser exibido, no dia 24/06 às 14h30 no bloco D do CCE no primeiro andar, sala 108, será Julieta dos Espíritos.

      Sinopse
      Julieta é uma mulher burguesa que vive confortavelmente em uma luxuosa casa com o marido e duas empregadas. Sua família a distrai num mundo higienizado. Mas ela descobre que seu marido, a quem ela adora ingenuamente, pode estar sendo infiel, e acaba se abrindo para um grande mundo mental em que seu espírito se mistura em sonho e realidade. Julieta deixa de lado o conformismo burguês e se revela um ser de extraordinária riqueza interior.
      Interessante refletir os sentimentos de Giulietta Massina durante as filmagens de Julieta dos Espíritos. Corriam boatos na época que o seu casamento com Fellini passava por uma
      crise. A temática da fita toca bem nesta ferida. É bem possível que por trás daquele olhar profundamente triste que Giulietta nos transmite ao longo do filme – mesmo em seus momentos de alegria, sua feição é melancólica – haja uma sinceridade de sentimento que nenhuma técnica de representação é capaz de equiparar.
      Ainda que imperfeito, Julieta dos Espíritos é um filme riquíssimo. Admite uma série de leituras, de análises psicológicas, da influência que o inconsciente exerce nas pessoas, no modo como a educação forja o caráter e a personalidade dos adultos, da psiquê feminina. Vindo de um Fellini, isto nem chega a ser uma surpresa. Para o bem ou para mal, com excessos ou não, dentro daquele mundo por vezes impenetrável, Fellini sempre foi uma personalidade que teve algo a dizer. E, mesmo tendo nos deixado há mais de uma década, continua se comunicando conosco através de seus filmes.
      https://www.cineplayers.com/criticas/julieta-dos-espiritos

      Vamos encontrar o clown, que é o foco desta III temporada do Cine Clube Sessão da Tarde nos sonhos e imaginações da personagem Julieta. A própria personagem tem características Clownescas, e em suas lembranças a imagem vem em seu encontro ao recordar um circo para o qual seu avô a levou no passado, onde a figura do clown se sobrepõe à Julieta.

       

      Atenciosamente,
      Prof. Dr. Luiz Fernando Pereira (LF)


    • Convite Ciclo de Cinema Africano – LEHAf [Maio 2019]

      Publicado em 12/06/2019 às 11:56

      O Laboratório de Estudos em História da África (LEHAf) convida para a exibição do filme ‘Oxalá cresçam pitangas’ (Angola, 2007), de Kiluanje Liberdade e Ondjaki, que ocorrerá na quarta-feira, dia 12 de junho, às 19:00, na Sala de Projeção do Curso de Cinema da UFSC, localizada no 1º andar do Bloco D do Centro de Comunicação e Expressão (CCE).

      O evento é aberto à comunidade e após a sessão haverá um debate com o público. Contaremos com a presença de Flavio Facha Gaspar Abubacar, de Angola, que fará comentários sobre o filme e considerações sobre o seu país de origem. O Ciclo de Cinema tem exibições mensais e segue um roteiro geográfico pelo continente africano. O filme de junho é uma produção de Angola.

      O Ciclo de Cinema Africano do LEHAf faz parte do projeto de extensão “Imagens e Sons da África”, tem o apoio da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC (SeCArte), do Laboratório de Estudos de Cinema (LEC), do Curso de Cinema, e visa a difusão e discussão da cinematografia africana e de produções cinematográficas focadas na África ou em temáticas afins.

      Para mais informações acesse: lehaf.paginas.ufsc.br ou facebook.com/lehafufsc

      OXALÁ CRESÇAM PITANGAS [2007]
      (Oxalá cresçam pitangas)
      Duração: 63min.
      Idioma: Português
      Direção: Kiluanje Liberdade e Ondjaki
      Sinopse: Oxalá Cresçam Pitangas revela a realidade por detrás da permanente fantasia luandense. Dez vozes vão expondo com ritmo, dignidade e coerência, um espaço ocupado por várias gerações dinâmicas sociais complexas. Luanda ainda não havia sido filmada sob esta perspectiva realista e humana: conflitos entre a população e a esfera política, a proliferação do setor informal, as desilusões e as aspirações, o questionamento do espaço urbano e do futuro de uma Angola em acelerado crescimento. Dez personagens falam também das suas vidas, do seu modo de agir sobre a realidade, da música que não pode parar. Aparece uma Luanda onde a imaginação e a felicidade defrontam as manobras de sobrevivência. Onde a língua é mexida para se adaptar às necessidades criativas de tantas pessoas e tantas linguagens. Este é um filme sobre uma Luanda que recria constantemente a sua identidade: os dias, as noites e todos os ritmos da cidade que não sabe adormecer. [Fonte: M.O.]

      Mediação: Alex Brandão (Cinema/UFSC)


    • Grade de Horários 2019.2

      Publicado em 10/06/2019 às 15:38

      Consulte a grade de horários do semestre 2019.2 na imagem abaixo ou pelo site: http://cagr.sistemas.ufsc.br/modules/comunidade/cadastroTurmas/index.xhtml


    • Poderes do Som: I Conferência Internacional de Pesquisa em Sonoridades

      Publicado em 03/06/2019 às 16:06

      A I Conferência Internacional de Pesquisa em Sonoridades – Poderes do Som é uma iniciativa do Grupo de Estudos em Imagens Sonoridades e Tecnologias (GEIST), formado por pesquisadores das instituições UFSC, UFES, IFRS, UFRGS, UNISINOS e UFF. A proposta é a de promover e atualizar as discussões acerca do som em diferentes países e de seus cruzamentos com uma diversidade de áreas do conhecimento, ampliando o alcance do campo de Estudos do Som no Brasil, em diálogo com instituições e pesquisadores estrangeiros.

      ​É tendo essa abrangência em vista que a Conferência Poderes do Som procura dar ênfase às materialidades sonoras, quer aquelas que mobilizam práticas de escuta e de soar, quer os dispositivos e artefatos, tecnológicos ou não, que modulam e potencializam aquilo que se pode realizar com os sons. Nesta primeira edição do evento – a realizar-se no formato de Conferência na UFSC, entre os dias 5 e 7 de junho de 2019 – pretende-se organizar um encontro internacional que reúna pesquisadores brasileiros e de outras partes do mundo em vários dias de discussão, organizados em grupos de trabalhos com eixos temáticos específicos, mesas redondas com especialistas e pesquisadores internacionais convidados e exibição de trabalhos sonoros de relevância para os temas discutidos.

      PROGRAMAÇÃO:
      ❏ Performances
      ➢ Oficinas
      ● Mesas
      ★ Palestras

      QUARTA-FEIRA (05/06)

      09h30 – 11h00
      Registro / Saguão de Entrada

      11h20 – 12h30
      ● MESA 1A – Memória e afetos / Sala 108
      ● MESA 1B – Paisagens sonoras / Sala 312
      ● MESA 1C – Design sonoro / Sala 211

      14h00 – 15h30
      ● MESA 2A – Matrizes afro / Sala 108
      ● MESA 2B – Rádio e poética / Sala 211
      ● MESA 2C – Games e inclusão social / Sala 312

      16h00 – 17h30
      ● MESA 3A – Entre o visual e o sonoro / Sala 211
      ● MESA 3B – Ruídos no cinema / Sala 108
      ● MESA 3C – Epistemologias sônicas / Sala 312

      18h00 – 20h00
      ★ Palestra – J. Martin Daughtry (NYU) / Auditório do EFI

      QUINTA-FEIRA (06/06)

      09h30 – 11h00
      ● MESA 4A – Rádio jornalismo, narrativas do cotidiano e localidade / Sala 312
      ● MESA 4B – Performances / Sala 108
      ● MESA 4C – Po(i)éticas e tecnologias sonoras / Sala 211

      11h20 – 12h30
      ● MESA 5A – Fenomenologia, teoria e romantismo alemão / Sala 312
      ● MESA 5B – Poderes do silêncio / Sala 108
      ● MESA 5C – Políticas e tecnologias hi-fi e lo-fi / Sala 211

      14h00
      ❏ Medicamento Antroposófico – MARavilha Curativa, 2017 / Caixa Preta
      ➢ Projeto: Sinestetica / Sala 209

      14h30
      ➢ Poéticas da escuta e as artes radiofônicas / Sala 310

      15h00
      ❏ À deriva sonora – Boitatá Incandescente / Lago da UFSC

      18h00 – 20h00
      ★ Palestra – Shannon Garland (UCLA) / Auditório do EFI

      SEXTA-FEIRA (07/06)

      9h30 – 11h00
      ● MESA 6A – Som, política e territorialidades: manifestações, violência, lutas / Sala 211
      ● MESA 6B – Poderes da voz / Sala 312
      ● MESA 6C – Arranjos sonoros / Sala 309
      ● MESA 6D – Fluxos temporais e ecologia do som / Sala 108

      11h20 – 12h30
      ● MESA 7A – Terra em transe / Sala 211
      ● MESA 7B – Som, tecnologias e identidades brasileiras / Sala 108
      ● MESA 7C – Identidades sonoras locais / Sala 309
      ● MESA 7D – MESA REDONDA – Sonoridades e seus usos na pesquisa
      ● em comunicação, som e música: apontamentos iniciais / Sala 312

      14h00 – 15h30
      ● MESA 8A – Sonoridades em cenas locais / Sala 309
      ● MESA 8B – Tecnologias sônicas / Sala 108
      ● MESA 8C – Som, arquivo e patrimônio / Sala 211
      ● MESA 8D – Afetos e estéticas da música independente / Sala 312

      16h00 – 17h30
      ● MESA 9A – Memória do rádio / Sala 312
      ● MESA 9B – Cinema e suas materialidades sonoras / Sala 211
      ● MESA 9C – Sonoridades como agência: graves, intensidade e impacto / Sala 108
      ● MESA 9D – Sonoridades, regulações e ocupações do espaço social / Sala 309

      18h00 – 20h00
      ❏ Interferência / Caixa Preta
      ❏ Escutas poéticas musicais / Caixa Preta
      ❏ Epilepsia: Micropause Abuse / Caixa Preta
      ❏ Estafa Mental n.1 / Caixa Preta
      ❏ Tera em Transe / Caixa Preta

      Para mais informações e programação completa, acesse o site: https://www.sonoridades.net/

      Evento no facebook


    • Egressa do Curso de Cinema da UFSC, Nina Kopko é diretora assistente de “A vida invisível de Eurídice Gusmão ” premiado em Cannes

      Publicado em 02/06/2019 às 9:26

      Com previsão de lançamento em novembro, A vida invisível de Eurídice Gusmão é o primeiro filme brasileiro a vencer a premiação principal da mostra “Um certo olhar” (Un certain regard), principal festival paralelo de cinema de Cannes, voltado a filmes com linguagem experimental. A premiação ocorreu na última sexta-feira, 24 de maio, e conta com Nina Kopko, formada em Cinema na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), como diretora assistente.

      Com elenco de reconhecimento internacional – com nomes como Fernanda Montenegro, Carol Duarte, Júlia Stockler, Gregório Duvier e Nikolas Antunes – a obra é uma adaptação do livro homônimo de Martha Batalha e narra a história de duas irmãs cariocas que, nos anos 1950, veem seus sonhos fenecerem ante a estrutura patriarcal da sociedade da época.

      “É um filme com uma estrutura bem clássica, com início, meio e fim e conta a história de Eurídice, uma mulher impossibilitada de viver seus sonhos, de ser quem gostaria ser para além do papel de mãe, esposa e dona de casa. Guida, a outra protagonista, é uma mãe solo, abandonada pela família – e o Brasil ainda é um dos países com o maior número de crianças sem o pai na certidão de nascimento. Ainda que tenhamos avanços notáveis na independência das mulheres, a maior parcela de nós segue destituída de seus desejos e aspirações, pela cultura patriarcal e pelo capitalismo. O filme pode remeter às vidas das nossas avós, das nossas mães, mas não deixa de ser um retrato atual sobre a invisibilidade da maior parte das mulheres desse país”, afirma Nina.

      ‘Premiação em Cannes é reconhecimento à alta qualidade do cinema brasileiro’

      A primeira conquista para o cinema brasileiro na principal mostra paralela do Festival de Cannes, onde concorrem ao prêmio principal 18 filmes, é de importância ímpar. Segundo Nina, “ganhar esse prêmio é um reconhecimento muito importante, não só para a carreira do filme, mas para o cinema nacional. Somados a essa nossa conquista, o prêmio do júri ao [filme] “Bacurau” [vencedor do prêmio do júri, em Cannes, no dia 29], e a presença de uma diretora estreante na Quinzena dos Realizadores (Alice Furtado, diretora de “Sem Seu Sangue”), traz um holofote para a produção de cinema no país, que é prolífera, consistente e inventiva. Nesse momento de sequentes ameaças à cultura do país, jogar essa luz ao nosso cinema dentro do maior festival de cinema do mundo é muito significativo e relevante”.

      Cena do filme premiado. Foto: Bruno Machado

      A diretora assistente da produção destaca a alta qualidade do cinema nacional, com uma produção contemporânea vasta, diversa e inventiva e ainda dá relevo aos impactos que a conquista podem gerar quando houver o lançamento do filme: “ganhar o louro do prêmio de Cannes impacta muito na procura do filme, no número de países que o buscam para exibi-lo. O mercado de cinema de arte é bastante consistente e este prêmio coloca o filme no centro das atenções desse cenário. Mas, além disso, A Vida […] é um filme bastante narrativo, é um melodrama tropical, como gostamos de defini-lo. Tem a história contada numa estrutura bem clássica e que emociona. Eu acredito bastante no potencial dele dentro das salas de cinema comerciais, tanto aqui quanto fora, e também nos serviços de streaming”.

      Os recentes reconhecimentos coroam o prolífico e diverso cinema brasileiro contemporâneo, mesmo em momento de incertezas para a produção cultural por essas terras. Nina Kopko, sem fugir às dificuldades sentidas, aponta ao quão incrível é fazer cinema no país: “A produção contemporânea é enorme, diversa, inventiva e de alta qualidade. Fazemos filmes para os mais diversos públicos, entretemos, experimentamos linguagens, gêneros, refletimos a sociedade em que vivemos para os próprios brasileiros e para o mundo. Somos hoje uma indústria com um número maior de trabalhadores do que o turismo, por exemplo. Com as grandes empresas de streaming estabelecendo-se no Brasil, também abrimos mais portas de produções a serem realizadas aqui. Ainda assim, mesmo com essa produção consistente e mundialmente reconhecida, mesmo com essa indústria de larga movimentação econômica, nós estamos ameaçados. Mas fazer cinema no Brasil é incrível e eu espero que continue assim. Há procura, há mercado, há excelentes profissionais e grandes histórias sendo contadas”.

      Adaptação de A vida invisível de Eurídice Gusmão ao cinema

      Cena do filme A Vida Invisível de Eurídice Gusmão. Foto Bruno Machado

      Antes mesmo de seu lançamento, em 2016, o livro de Martha Batalha começou a ser adaptado para o cinema. Em 2015, Nina era coordenadora de desenvolvimento de projetos em uma produtora brasileira de cinema, quando recebeu o texto de Martha em mãos: “Eu recebi o livro ainda antes dele ser lançado comercialmente. Li em dois dias. Fiquei fascinada pela trama e pelas personagens. Sugeri ao produtor Rodrigo Teixeira a aquisição dos direitos de adaptação. Conversamos sobre transformar a história num melodrama, apresentar ao Karim Aïnouz e chamar o roteirista Murilo Hauser. Depois saí da produtora, pois queria me aventurar em novas experiências e áreas, mas quando o roteiro começou a engrenar fui convidada pelo diretor do filme, o Karim, e pelo produtor para fazer parte do time de desenvolvimento. Comecei a estudar processos de direção de atores e o Karim me chamou para fazer a preparação de elenco com ele e ser diretora assistente. Acompanhei então o processo desde a primeira ideia de adaptação até o último corte da montagem”.

      “Como diretora assistente, uma função pouco usual no cinema brasileiro, eu ainda acompanhei todo o processo de desenvolvimento do projeto, todas as versões do roteiro, fiz diversas pesquisas para o filme, e depois segui da pré até a pós-produção. Acompanhei e compartilhei com Karim a maior parte das decisões artísticas do filme. Tive um foco especial no trabalho com o elenco, fiz junto do Karim todos os testes e depois a preparação dos atores e personagens”, completa Nina.

      O prazer de contar histórias

      Com trabalhos em diversas áreas da produção de filmes, Nina reside em São Paulo desde a conclusão de sua graduação. Na maior cidade da América Latina, ela direciona sua carreira para trabalhar como diretora e registra a importância de sua formação na primeira turma do curso de Cinema UFSC para sua atuação profissional: “Eu já fazia teatro na adolescência em minha cidade, Porto União (SC), e cheguei a cursar um semestre de Matemática na Universidade Estadual do Paraná. Quando chegou a época do vestibular, eu estava perdida sobre o que fazer. Minhas escolhas iam das Artes Cênicas à Oceanografia. Eu amava ver filmes, sempre fui fascinada pela ideia de contar histórias, mas fazer cinema era algo distante. Até que vi a notícia que abriria o curso da UFSC. E foi assim que ingressei na primeira turma do curso e só ali a paixão se concretizou. O curso da UFSC, na época, era mais voltado ao roteiro, crítica e análise fílmica, pois como era um curso recém-nascido não tínhamos equipamentos e professores para um curso mais técnico. Porém, para mim, essa foi a melhor formação possível. Não deixávamos de fazer nossos curtas por conta, e ganhamos assim uma bagagem muito específica de teoria e de roteiro. É um diferencial até hoje essa formação na minha carreira”.

      Nina Kopko e Karim Aïnouz. Foto: divulgação

      Apaixonada por contar histórias, Nina sintetiza sua trajetória desde a conclusão da graduação até os próximos passos: “Quando eu me formei vim para São Paulo, sem nenhuma garantia de trabalho. Escrevi para a Cristina Amaral, montadora que sou fã e que tinha conhecido durante uma Semana de Cinema da UFSC, e ela me contratou como assistente. De lá, fui de trabalho a trabalho experimentando novas áreas, aprendendo muito em cada processo. Tive a sorte de trabalhar com realizadores que admiro muito e bastante generosos, foram como uma segunda formação para mim, como Cristina Amaral, Andrea Tonacci, Marco Dutra, René Guerra e Karim Aïnouz”.

      “Nunca quis me especializar em uma área, sempre embarquei nos trabalhos pelo projeto e não pela função — o que também é parte da contingência: quanto mais versátil eu posso ser, maior a garantia de ter trabalhos e pagar o aluguel. Trabalhei bastante tempo como montadora e assistente de direção, e hoje sou roteirista, preparadora de elenco, diretora assistente, tutora de projetos e me preparo agora para dirigir meus primeiros projetos. No momento, tenho dois projetos de longas e estou querendo rodar um curta esse ano. Não há romantismo: é bastante suor, poucas horas de lazer e um baita equilibrismo viver exclusivamente dos trabalhos com cinema e televisão. Mas, sem dúvidas, é também prazeroso demais poder viver para contar histórias”, resume a futura diretora.

      Nina aproveita para dar dicas aos estudantes e aos interessados em se graduar em Cinema: “Para quem não tem nenhum contato com a área eu sugiro muito que busquem ingressar numa graduação. Claro que você pode aprender cinema na prática e de forma autodidata, mas estar dentro de um curso superior vai te poupar muitos anos, sistematizar o conhecimento que terá acesso. E, além disso, a experiência de troca e de realizações de curtas com uma turma de Cinema é dos processos mais ricos na formação de quase todo mundo com quem trabalho. Para quem já está no curso: vejam o máximo de filmes que puderem, pelo menos um por dia. Quando sua vida profissional começar vai faltar tempo para isso, e ter referências é das coisas mais importantes em qualquer área ou projeto. E também não vivam sob as sombras da autocrítica, aproveitem o tempo na Universidade para experimentar, filmem o máximo que puderem, do jeito que der, usem as restrições de produção como dispositivos criativos”.

      Assista abaixo ao trailer do filme:

      por Gabriel Martins/AGECOM/UFSC

      por Gabriel Martins/Agecom/UFSC


    • Dificuldades com e-mails dos domínios Microsoft (Hotmail, Live, Outlook)

      Publicado em 31/05/2019 às 9:59

      O serviço de envio de e-mails da UFSC vem enfrentando dificuldades em entregar mensagens para o serviço de e-mails  da Microsoft que incluem os dominios “hotmail.com”, “live.com”, “outlook.com” .

      Algumas vezes, diferentemente dos outros serviços, este considera mensagens verdadeiras  como Spam, e nega a entrega das mesmas. Estamos fazendo o possível para mitigar esta situação, porém, no momento, o que podemos recomendar é a utilização de outros provedores de e-mails, e.g. Gmail, Yahoo etc.

      Caso tenham uma segunda conta de e-mail pessoal, recomendamos que entre em pessoa.ufsc.br e altere seu e-mail preferencial.

      Dê preferencia em configurar contas “ufsc.br” como preferenciais.

      Post retirado de: https://setic.ufsc.br/2019/04/23/dificuldades-com-hotmail/


    • Projeto Cinema Mundo realiza exibição comentada do filme “A Canção do Oceano” na quinta-feira (30/05)

      Publicado em 29/05/2019 às 12:26

      O ciclo Universos de Animação do Projeto Cinema Mundo exibe A Canção do Oceano (2014), de Tomm Moore, indicado ao Oscar e vencedor, na categoria de melhor filme de animação, do Satellite Award e do European Film Award. A sessão acontece na próxima quinta-feira, dia 30/05, às 18h30, no Auditório Elke Hering da Biblioteca Universitária (BU), e contará com os comentários de Andreia Carla Scansani e Demétrio Panarotto.

      Sinopse

      Inspirado na lenda irlandesa/escocesa das “selkies”, mulheres que se transformam em focas, o filme conta a história dos órfãos Ben e Saoirse. Em virtude do estado depressivo do pai, a avó decide levar as crianças para morar com ela na cidade grande. O que o garoto não sabe é que sua irmã é a última das “selkies” e, ao tentarem voltar para a casa do pai, mergulham em um mundo repleto de aventuras e seres mágicos que ele conhecia apenas através das histórias contadas por sua mãe.

      Sobre os comentaristas

      Andrea Carla Scansani
      É professora do curso de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina. Possui doutorado em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA/USP e mestrado em Multimeios/Cinema pelo Instituto de Artes da UNICAMP. É especialista em Fotografia Cinematográfica pela Academia de Cinema e Drama de Budapeste/Hungria. Tem desenvolvido pesquisas na área de direção de fotografia, materialidade da imagem, corpo e câmera e processos fotográficos artesanais.

      Demétrio Panarotto
      Possui doutorado e mestrado em Literatura pela UFSC. É professor do Curso de Cinema da Unisul. Também atua como músico, poeta, escritor. É idealizador do programa Quinta Maldita (na webrádio Desterro Cultural). Dentre seus últimos livros publicados estão: “18 Versos para o funeral de Demétrio Panarotto” [Papel do Mato Oficina Tipográfica,2018, poemas], “Tratamento da Imagem” [Patifaria, 2018, conto]; “Arquipélago”[Patifaria, 2018, infantil].


    • Afro Cine – LEHAf exibe o filme ‘Quando Éramos Reis’

      Publicado em 28/05/2019 às 12:45

      O Laboratório de Estudos em História da África (LEHAf) convida para a exibição do filme When we were kings (EUA, 1996), de Leon Gast, que ocorrerá na quarta-feira, dia 29 de maio, às 19:00, na Sala de Projeção do Curso de Cinema da UFSC, localizada no 1º andar do Bloco D do Centro de Comunicação e Expressão (CCE).

      O evento é aberto à comunidade e após a sessão haverá um debate com o público. Contaremos com a presença de Serge Kabongo, natural da República Democrática do Congo, que fará comentários e considerações sobre o filme. O Afro Cine tem exibições mensais em paralelo com o Ciclo de Cinema Africano do LEHAf. O filme de maio é uma produção realizada no Zaire, como era chamada a Republica Democrática do Congo.

      O Afro Cine do LEHAf tem o apoio do Laboratório de Estudos de Cinema (LEC), do Curso de Cinema, e visa a difusão e discussão das cinematografias africanas e de produções cinematográficas focadas na África ou em temáticas afins.

      Para mais informações acesse: lehaf.paginas.ufsc.br ou facebook.com/lehafufsc

       

      QUANDO ÉRAMOS REIS [1996]

      (When we were kings)

      Duração: 88min.

      Idioma: Inglês

      Direção: Leon Gast

      Sinopse: O desafio entre Muhammad Ali e George Foreman pelo título mundial dos pesos-pesados, realizado em Kinshasa, capital do Zaire, em 1974, serve de pretexto para o diretor Leon Gast realizar um impressionante, rico, emocionante e complexo registro dos contornos da vida da sociedade negra nos anos 70.

      Oscar de Melhor Documentário 1997

      Mediação: Alex Brandão (CINEMA/UFSC)